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domingo, 14 de abril de 2013

Procura-se Um Marido - Carina Rissi


Titulo Original: Procura-se Um Marido
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus Editora


Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou. Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensas, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha.




Em meio a  tantas autoras consagradas, é sempre válido lembrar que aqui nas "Terras Brasilis" também temos autoras maravilhosas, como Carla Blackhawk, Lady Graciosa( ainda  coloco a mão naqueles irmãos Angelis), M.S. Fayes, e, que não deixam em nada a desejar em comparação a muitas autoras internacionais.

A minha mais nova diva é a Carina Rissi. Não conhecia o trabalho dela, mas após ler um post da Martinha sobre este livro( e a danada já se apoderou do bofe....buá), a leitora compulsiva e desvairada que há em mim logo gritou:" compra, compra, compra."
Dá pra imaginar o meu sofrimento por ter de esperar uma semana pra comprar o livro? Quase surto!

Procura-se Um Marido é uma leitura leve, divertida e envolvente com uma leitura fluida que, quando me dei conta já estava na página 200 e chorando por ter de deixá-lo de lado por alguns momentos para estudar.

Pela sinopse logo percebemos que o mote é aquele velho conhecido: casamento de conveniências. Mas se você acha que, quem já leu um livro com este tema já viu todos, está enganado. Os personagens são encantadores e cativantes e dão um tempero todo especial a trama. Sinceramente, perdi as contas de quantas vezes me flagrei gargalhando enquanto lia.

Alicia é a única herdeira do império Bragança e Lima, que faz o que lhe dá " na telha" sem se importar com as consequências. Ela apronta muito, mas nos conquista de cara com seu jeito moleca de ser. Órfã, vive com o avô, o doce senhor Narciso, que tenta de todas as formas por um pouco de juizo na cabeça da neta baladeira e inconsequente.

Porém, de uma hora para outra, Alicia ver seu mundo ruir, quando seu avô falece e ela de Cinderela se transforma em Gata Borralheira, perdendo seu lar, não tendo dinheiro nem para um cafezinho e tendo de descobrir como é encarar o dia-a-dia como uma simples assistente de secretária. E para rechear o bolo das desventuras da nossa mocinha, o testamento do vô Narciso deixa claro que, para reaver a sua herança ela deve se casar. E, como desgraça pouca é bobagem,  ela se ve num ambiente de trabalho onde aparentemente ninguém vai " com sua cara", principalmente o pedaço de  bom caminho, com hipnóticos olhos verdes que atende pelo nome de Maximus Cassani. 

Na desesperada corrida contra o tempo para reaver sua herança, Alicia decide que, situações drásticas pedem medidas drásticas, e resolve por um anuncio no jornal para conseguir um marido de aluguel.
Procura-se um marido para curta temporada. Homem emtre 21 e 35 anos, que tenha imóvel próprio e emprego estável, disponível para matrimônio. Boa aparência não é exigida. Apresentação de antecedentes criminais obrigatória. Casamento de aparência. Sexo está excluído do acordo. Paga-se bem no término do contrato. Tratar com Lili pelo telefone...


E em meio a tantas confusões, quem aparece tal qual cavaleiro de armadura brilhante para salvar o dia e a mocinha? Ele mesmo. O Max. Aquele que, segundo a Alicia tem o estranho e irritante dom de, sempre dizer a coisa errada... para ela.
"- Você é... estranha ."

"O que tem de errado comigo? – inquiri, ofendida.
- Você me perturba – ele resmungou, olhando fixamente para frente."

 Uma das coisas mais bonitas do livro é ver como o relacionamento dos dois vai mudando... da amizade ao amor,  as pequenas gentilezas do Max, a sua sincera preocupação com a Alicia, suas tentativas de ajudá-la e protegê-la. 


"- Você acha que sou uma pessoa ruim? – eu quis saber.
- Não - ele respondeu, sucinto.
- Tem certeza?
- Você é muita coisa, Alicia – ele sorriu. – Tantas que ainda não descobri todas, mas tenho absoluta certeza de que não é uma pessoa ruim."


E, claro, como o coração desta moçoila iria resistir a tanto charme?

"Oh, Deus! Mari estava certa!
Eu o amava! Desesperadamente! Estava completamente apaixonada por meu marido.
Que merda!
Essa constatação me deixou em pânico. Eu me remexi no banco do carro, roí as unhas, sem conseguir ver nada à minha frente. Eu amava Max. Droga! Droga! Droga!"

A cada nova página vamos acompanhando o relacionamento do Max e Alicia,  como o casamento vai deixando de ser apenas um contrato entre ambos. Eu ri muito com as tentativas dela em seduzir o marido. Apreciei o amadurecimento da Alicia e como ela vai deixando de ser uma pessoa que só se preocupa com a próxima balada para ver além de si mesma. Adorei  a sua postura em não se deixar intimidar e lutar pelo que queria mesmo que isso significasse socar alguém(kkk e acontece algumas vezes). 

O Max é um fofo. Prestativo, leal, carinhoso, gentil e cozinha(ain eu quero um!).

"- Eu... meio que amo você – soltei, mordendo o lábio inferior.
Ele suspirou, parecendo aliviado.
- Acho isso ótimo, já que eu inteiro amo você - e sorriu largamente."

"- Eu achava que sabia o que era amar. Então você apareceu, transformou minha vida num inferno e fez minhas convicções e certezas ruírem. - Ele se inclinou sobre mim, como um leão se apoderando de sua fêmea, me obrigando a deitar. E ficou ali, com um braço de cada lado de minha cabeça, o rosto próximo ao meu. - Nunca senti nada parecido com o que eu sinto por você, se é isso que quer saber. Imagino que seja amor, porque me sinto miserável quando estou longe de você. Não consigo te tirar da cabeça nem mesmo quando tento- um sorriso que fez meu coração quase parar de bater surgiu em seus lábios perfeitos, antes de ele se inclinar e me beijar ternamente."

O bacana também é que, embora o livro seja narrado pelo ponto de vista da Alicia, ela consegue transmitir com perfeição os sentimentos e reações dos outros personagens. 

E a medida que o livro se aproximava do final, bateu o desespero, pois, eu não estava preparada para deixar o Max e a Alicia partirem. Eu queria mais, muito mais... tanto que fui reler meus trechos favoritos.

Tá ai uma boa sugestão de romance engraçado, envolvente que nos apresenta Alicia, a garota que só queria sua antiga vida de volta, mas acabou encontrando a felicidade num anuncio de jornal.

Não deixe de conhecer  a fanpage da autora.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Tapete Vermelho- M.S. Fayes

Uma garota brasileira comum viaja para Los Angeles e acaba vivendo um conto de fadas, com direito a muita gente famosa e romance.
Como ela conheceu seu "príncipe encantado"? Será que eles vão ter seu final feliz? Marina narra toda a sua aventura de amor em detalhes nas páginas desse livro emocionante. Uma história de amor para ler e reler quantas vezes quiser!


Marina Fernandes, ou simplesmente Nina, é uma estudante de jornalismo, que se aventura  pela primeira vez,  sozinha, em uma viagem de intercambio na terrinha do "Tio Sam", para fazer um  curso de inglês.
Tudo perfeitamente normal, até que a famosa Lei de Murphy resolveu atuar contra ela.
Basta colocar os pezinhos em solo americano para descobrir que sua preciosa bagagem , sabe-lá-como pegou uma conexão rumo a Houston, deixando a nossa mocinha horas a fio em um aeroporto abarrotado de gente, cansada, aborrecida e com os pés a latejar dentro de um salto nada confortável para longas horas de pé (sonha com as Havaianas, Nina). Até que, decidem conduzi-la a área VIP, onde estão mais algumas pessoas, e aqui entra a máxima de que, "há males que vem para o bem", rs.

Enquanto aguarda a resolução para seus problemas nossa mocinha é abordada por um  dos ocupantes da sala, nada mais nada mesmo que James Bradley, ator badalado e gato do momento, com uma proposta inusitada:  prestar uma pequena ajudinha ao atravessar o mar de fãs ensandecidas e fotógrafos alucinados. Dai eu digo: Gentem!! Será que no aeroporto de Salvador eu encontro um James Bradley? Olha que vou a pé, de bicicleta, de jegue... do jeito que der, até lá.

Imagina um bofescandalo lindo de morrer com olhinhos pidões, te pedindo ajuda? Ui, morri!
O James é um fofo, um mocinho muito xonis. eu usei e abusei deste astro hollywoodiano em minha incansável leitura.

Ele é rico, famoso, lindo, mas de uma simplicidade cativante e sem nenhum esnobismo. Ele é carinhoso, gentil, perceptivo, possessivo(não podia faltar, né?) e ciumento a ponto de rolar no chão pra defender sua amada e seu território.

Achei a Nina encantadora.
Vocês sabem do meu"perrengue" com mocinhas, mas tem aquelas que nos cativam tanto que ficam na seleta lista de mocinhas do coração e, definitivamente a Nina entrou pra esta lista. A Martinha soube compor muito bem a personagem. Ela é jovem, tem aquele jeito moleca de ser, as vezes inocente, mas sem ser tapada, sabe bem o que quer e não se deixa deslumbrar pelo glamour que cerca o mundinho onde ela cai de cabeça. Lendo cada página, tive a sensação de estar dando uma "espiadinha" na vida de uma amiga querida. E aliás, me identifiquei com o lado doidivanas/divagante da Nina, rs.

Tapete Vermelho é uma envolvente narrativa em primeira pessoa, que não te cansa, pelo contrário, te instiga a ler mais e mais. A única coisa  de que não gostei: O livro acabou muito rápido, rs. Eu querendo mais e mais e puf!!! acabou-se.

Quem visita ou segue o blog da Martinha  e acompanha seus textos e divagações semanais já conhece seu jeito de escrever fácil de acompanhar e envolvente. Ela chega a ser maléfica em nos atiçar com uma boa história e quando estamos no maior deleite literário, acaba, deixando-nos com gostinho de quero mais.

Se você não conhece os contos da Martinha, vale muito apena conhecer. O conde de Kildare e seus amigos, bem como os Le Chevaliers aguardam sua presença por lá.

Tapete Vermelho pode ser adquirido nas livrarias Travessa, Cultura, Saraiva e Matrix.

Conheça também as fanpages da autora: M.S. Fayes | Martinha Fagundes, a Divagante.

E claro, olha o meu James Bradley...


 A Gracita fez um post sobre o livro e colocou o Jensen Ackles como o James. E acontece que eu só li o livro muito tempo depois, então a imagem dele ficou em minha mente como o mocinho. Toda vez que estava lendo lá estava a imagem em minha mente.

E olha só a Nina que ela escolheu. Está absolutamente perfeita!!!!!!


"- De qualquer forma, não vou desistir tão fácil; voce vai ter de sair comigo.
(...)
-Tudo bem. Mas sem segundas intenções, okay? - perguntei jocosamente.
-Na verdade, dessa vez não posso prometer nada: eu tenho segundas, terceiras e quartas intenções- ele respondeu enigmaticamente."


terça-feira, 12 de março de 2013

Pra Sempre... Você! - Carla Blackhawk


Pra Sempre... Você
Carla Blackhawk





O passado, muitas vezes, se faz presente... E da forma mais complicada possível. Marjorie pensava assim. Ver sua filha Beatriz, de três anos brincando, feliz, a deixava mais calma. Mas ela tinha um pai, que não sabia de sua existência. Mas como explicar a ela que seu pai, nem sabia o nome da sua mãe? Nem sabia como era seu rosto? Mal sabia ela que o passado estava mais próximo dela do que imaginava. O bombeiro Dougal Mac Adam estava de volta. E muito perto. Perto demais...

Carla Blackhaw... você é má... má....  má.... muito, muito má!

 Você cria um bofe di papel tudibãogostosoeveryveryhot com um sorriso matador...com a Mac piscada fatal... com uma ascendência destruidora de corações salientes: escocesa (ainmeussais, ainmeussais) e espanhola(cataplaft! murri). . Ele usa kilt e, quando não faz uso desta peça que mexe com meu imaginário,  de acordo com a tradição escocesa(Leia-se: sem nadica de nada por baixo), usa com nada mais, nada menos que, uma boxer.... PRETA
 MATA-ME AMIGA!
Eu estava tão ansiosa pra ler o livro, que larguei um da Suzanne Brockman que estava lendo para degustar o  bombeirão! A insonia me atacou, e acordei as 2 da madrugada e me atraquei com o Mac. Lá pelas 4:30 da madruga me bateu um soninho e fui dormir, mas quando acordei, agarrei o bofe outra vez, kkk não dei sossego ao homem di papel. 

A sinopse dá o tom da história. A Marjorie é uma mocinha com a qual qualquer uma de nós se identifica e creio que isso é uma das coisas que dá charme ao livro. Ela é sonhadora, batalhadora, não desiste fácil de seus objetivos. Mas se vê com um grande dilema ao ter seu destino cruzado novamente com o gostosão do Mac.
No inicio do livro tem toda aquela atmosfera de Cinderela: mocinha mega produzida vai ao baile a fantasia, encontra o bofe deleitável, dançam.... se olham e se beijam e algo mais... porém, acabam por separar-se, sem que o  bofe encantado saiba quem é a sua princesa ou como encontrá-la. Mas após alguns anos tudo isso muda.
 Eu realmente adorei a história. O Mac é uma coisa de louco, como já falei. E ele se apaixona duas vezes pela mesma mulher... Olha que xonis! Eu ficava me remoendo de tanta ansiedade, querendo saber como ou quando ele iria descobrir que era o pai daquela garotinha espevitada. E falando nela...
Gente, essa menina é uma coisinha hiperativa que me levou as lágrimas de tanto ri. E no momento que o nosso bombeirão descobre que é o pai.... eita que o tempo fecha... A casa cai. Senti até uma vibração Palmeriana nele, kkkkkk. Parecia que ele iria adquirir um par de ferraduras do Texas, mas tudo bem, eu entendi o lado dele. Só não entendi aquele negócio dele querer levar uma relação com outra ditacuja. Por isso foi bem feito o espadão empacar, kkkkk. Mac, meu filho, o espadão foi feito para uma capa, bainha especifica! Não adianta que ela não vai entrar em outra.
E nessa situação, de um triangulo amoroso, temos um quarteto!!! Mas a Carla é tão má, que até o cara que aparece pra cortejar a mocinha é um pitéu! Assim não pode amiga! concorrência pra o mocinho, e ainda de quebra, sendo um cara megabom? Isso causa um rebuliço na minha cabeça!
O que mais posso dizer? O Mac é carinhoso, gentil, sabe o que quer... chega na mulher, demarca o território e a conquista.. de novo! Ciumento que  só ele (alooooooouu!!! bofe escocês +espanhol= ciumento mor. captaram a intensidade?)

"Ela acariciou seu rosto.
_ Ah, bombeiro... Prometeu que ia apagar meu fogo e cumpriu... Mas creio que o foco está se espalhando novamente...
O beijou.
_Ah. Eu te amo, ouviu? Sempre te amei. Desde o dia que te vi com aquele kilt altamente erótico...
_Erótico, é?
_Muito...
_Posso ser muito erótico quando quero.
_Pode ser agora?
_Seu pedido é uma ordem." 


Paxonei de vez pelo Mac,  adorei a Marjorie, a filhinha deles. Temos também personagens secundários que dão todo um sabor especial a trama. E todos tiveram um destino na trama. O romance é redondinho, não fica nenhuma ponta solta. 
 E ai de mim, que já to com saudades e querendo ler outra vez, rs. Até sinto o cheiro dos deliciosos petiscos da Marj.
E te contei que tem epílogo? Pois é. E que epilogo, kkkkk. Adorei!
Agora dona Carla Blackhawk, eu to de olho no outro espanhol, do livro Eterno. Ain papacito!

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Meu exemplar.