sábado, 11 de agosto de 2012

Dia dos Pais






Esta é uma data muito especial.
E para deixar registrada a nossa homenagem a todos os papais decidi fazer algo diferente... E de muito pensar, pensar... Eis que me veio a ideia que achei bacana.  Afinal nós amamos nossos livrinhos de romances e neles sempre tem alguma história em que o mocinho ou é pai ou tem um pai. 
Então selecionei aqui  5 cenas de alguns  romances que li para prestar essa homenagem.
Vamos a elas.



Wolf e Chance MacKenzie - Jogo do Acaso da Linda Howard



Deixando a família encarregada de tecer uma teia mágica de calor e afeto em torno de Sunny, Chance refugiou-se no celeiro. Nervoso, preocupado, quase em pânico, precisava de paz e solidão. Quando os Mackenzie se acalmassem, à noite, conversaria com Sunny. Não podia adiar mais. Rezava para que ela compreendesse, que não se voltasse totalmente contra ele, pois a amava demais e tinha certeza de que não conseguiria viver sem ela. Enchera-se de esperança quando ela, emocionada com o presente da pequena Nick, apoiara-se nele.
Ela voltara a rir. O som era o mais doce que já ouvira e não podia imaginar a vida sem ele agora.
Apoiou o braço na porta de uma baia e deitou a cabeça.
Sunny tinha de perdoá-lo.
— É difícil, não? — anunciou-se Wolf, com sua voz profunda, achegando-se ao filho adotivo. — Amar uma mulher. Mas é também a melhor coisa do mundo.
— Nunca pensei que fosse me acontecer — confessou Chance, a voz embargada de emoção. — Tinha tanto medo. Não queria saber de casamento, de filhos. Achava que isso ia acabar comigo. Mas ela me arrebatou. Foi tão rápido que não consegui fugir.
Wolf estreitou o olhar.
— Como assim “acabar comigo”? Por que não queria filhos? Adora crianças.
— Adoro as crianças Mackenzie.
— Mas você é um Mackenzie — afirmou Wolf, enérgico.
Cansado, Chance massageou a nuca.
— Esse é o problema. Não sou um Mackenzie de verdade.
— Vai ter coragem de entrar naquela casa e dizer àquela baixinha que não é filho dela?
— Não! — Chance jamais magoaria a mãe adotiva.
— É nosso filho. Sob todos os aspectos que importam, você é nosso filho.
Chance apoiou a testa no ombro outra vez.
— Nunca entendi como puderam me adotar com tanta naturalidade. Podiam imaginar o tipo de vida que eu levava. Não sabiam os detalhes, mas tinham uma idéia. Eu era pouco mais do que um animal selvagem. Mamãe nunca desconfiou, mas você, sim. Mesmo assim, trouxe-me para sua casa, confiou em mim para conviver com mamãe e Maris...
— E você provou que era confiável — concluiu Wolf.
— Mas podia não ter provado. Não tinha como saber. — Chance fez pausa, analisando seu obscuro interior. —Matei um homem quanto tinha uns dez, onze anos —revelou, à queima-roupa. — Foi um garoto selvagem que você adotou. Eu roubava, mentia, atacava outros meninos para roubar tudo o que tinham. Esse sou eu. Esse garoto nunca vai deixar de existir.
Wolf não parecia chocado.
— Se teve de matar um filho da mãe aos dez anos, suponho que o sujeito merecesse.
— Merecia — confirmou Chance. — Meninos de rua estão sujeitos a todo tipo de perversão. — Cerrou os punhos. — Mas tenho de contar a Sunny. Não posso pedi-la em casamento sem que saiba o tipo de homem ao qual irá se unir, que tipo de genes transmitirei aos nossos filhos. — Riu amargurado. — Com o detalhe de que nem eu sei que tipo de genes são esses. Não sei de onde vim. No mínimo, minha mãe devia ser uma prostituta viciada em drogas...
— Pare — ordenou Wolf.
Chance fitou o único pai que conhecera, o homem que mais respeitava no mundo.
— Não sei quem o deu à luz — admitiu Wolf. — Mas entendo de linhagens, filho, e você é puro-sangue. Sabe do que mais me arrependo na vida? De não ter encontrado você antes, mas só aos catorze anos. Não segurei sua mão ao dar o primeiro passo, não velei seu sono à noite quando nasciam seus dentes, nem quando ficou doente. Não o abracei, como as crianças pequenas gostam e precisam ser abraçadas. Aos catorze anos, não pudemos fazer muita coisa, pois você parecia um potro selvagem. Não gostava de ser tocado e respeitei isso. Mas de uma coisa pode ter certeza: tenho muito orgulho de você, porque é um dos homens mais honrados que conheço e teve que trabalhar com afinco para chegar onde chegou. Se tivesse podido escolher entre todas as crianças do mundo, ainda teria adotado você.
Chance tinha os olhos marejados de lágrimas. Wolf Mackenzie o abraçou com força, como sempre tivera vontade ao longo daqueles anos.
— Eu teria escolhido você — reafirmou.

Buáaááááááá... eu adoro essa cena!!!


 Thor e John   –  Irmandade da Adaga Negra - J.R. Ward  



De volta no Outro Lado, na mansão da Irmandade, John Matthew estava sentado em uma poltrona frente à cama onde Tohr dormia. O Irmão não se moveu desde que o levaram a casa fazia horas e horas.

O que parecia ser o POE (procedimento operativo padrão) para essa noite. Era como se todos na casa estivessem adormecidos, como se um esgotamento coletivo e penetrante tivesse afligido a todos.

Bem, a todos exceto ao John. E ao anjo que estava passeando-se no quarto de convidados do lado.
Tohr estava na mentes de ambos.
Deus, John nunca esperou sentir-se maior que o Irmão. Nunca esperou ser fisicamente mais forte. Certamente nunca pensou que chegaria a ter que cuidar do macho. Ou ser responsável por ele.
E agora ocorria tudo isso e mais, porque assim à primeira vista se poderia dizer que Tohr tinha perdido uns trinta quilo. E tinha o rosto e o corpo de um macho que foi à guerra e tinha sido mortalmente ferido.
Que estranho, pensou John. A princípio, desejou que o Irmão despertasse em seguida, mas agora estava assustado de ver esses olhos abertos. Não sabia se poderia suportar que o excluíra. Seguro, seria compreensível, dado tudo o que Tohr perdeu, mas o mataria.
Além disso, enquanto Tohr estivesse dormindo, John não ia quebrar-se e começar a soluçar.
Vê, havia um fantasma no quarto. Um formoso e ruivo fantasma com um ventre arredondado de grávida: Wellsie estava com eles. Apesar de sua morte, ela estava com eles, e também seu menino não nascido. E a shellan de Tohr nunca ia estar longe. Não havia maneira de olhar ao Tohr sem vê-la. Os dois foram inseparáveis em vida, e também o eram na morte. Certamente Tohr podia estar respirando, mas, seguro como a merda que já não estava vivo.
—É você?
Os olhos de John dispararam para a cama.
Tohr estava acordado e o olhava através do espaço escuro que os separava.
John ficou de pé lentamente e endireitou a camiseta e os jeans. Sou John. John Matthew.
Tohr não disse nada, só continuou olhando-o de cima a baixo.
Atravessei a transição, John fazia gestos como um tolo.
—É do tamanho de D. Grande.
Deus, a voz era exatamente como a recordava. Profunda como a nota baixa de um órgão de igreja, e igual de imperiosa. Embora, havia uma diferença. Havia uma nova vacuidade nas palavras.
Ou possivelmente isso vinha do espaço em branco detrás desses olhos azuis.
Tive que conseguir nova roupa. Jesus Cristo, era um idiota. Tem… tem fome? Consegui sanduíches de rosbife. E Pepperidge Farm Milano. Estavam acostumados a gostar de…
—Estou bem.
Posso te trazer algo de beber? Consegui um recipiente térmico de café.
—Não. — Tohr jogou uma olhada ao banheiro — Merda, instalação de água no interior. Passou tempo. E não, não necessito ajuda.
Era doloroso olhar… um pouco tirado de um futuro que John não pensou que chegaria até dentro de centenas e centenas de anos: Tohrment como um macho velho.
O Irmão segurou com mão tremente a beira dos lençóis  e as separou de seu corpo nu palmo a palmo. Deteve-se. Logo deslizou as pernas fora até que se balançaram até o chão. Houve outra pausa antes que empurrasse para cima e, os uma vez largos, ombros se esforçassem para suportar o peso que era pouco mais que o de um esqueleto.
Não caminhava. Arrastava os pés como fazia as pessoas muito velhas, com a cabeça encurvada, o espinho dorsal curvado para o chão, e as mãos estendidas como se esperasse cair a qualquer momento.
 As portas se fecharam. O lavabo soou com um gorgoteo. A ducha começou a cair.
John voltou para a poltrona onde estava sentado, tinha as tripas vazias, e não simplesmente porque não tinha comido nada na noite anterior. A preocupação era tudo o que conhecia. A inquietação era o fôlego que levava a seus pulmões. Ansiedade era o mesmo pulsado de seu coração.
Esta era a outra cara da relação pai/filho. Onde o filho se preocupava com o pai.
Assumindo que ele e Tohr ainda tivessem essa conexão funcionando.
Não estava seguro. O Irmão o olhou fixamente como se fosse um estranho.
O pé de John seguiu o ritmo do tic tac dos segundos, e esfregou as palmas nas coxas. Era estranho, todo o resto que aconteceu, inclusive o assunto com o Lash, parecia irreal e pouco importante. Só existia o agora com o Tohr.
Quando a porta se abriu quase uma hora mais tarde, ficou imóvel.
Tohr usava uma bata, e o cabelo estava em sua maior parte desenredado, embora a barba ainda se via desfiada.
Com esse vago e inseguro arrastar de pés, o Irmão voltou para a cama e se estendeu com um gemido, assentando-se com estupidez nos travesseiros.
Há algo que possa…
—Não é aqui onde queria acabar, John. Não vou poder enfrentá-lo. Não é aqui… onde quero estar.
OK, gesticulou John. OK.
Quando o silêncio se estendeu, em sua mente, teve a conversa que queria ter com o Tohr:
Qhuinn e Blay terminaram vivendo aqui, e os pais de Qhuinn estão mortos, e Lash é… Não sei que dizer sobre ele… Há uma fêmea que eu gosto, mas está fora de meu alcance, e eu estou na guerra e senti sua falta, e quero que esteja orgulhoso de mim e estou assustado e sinto falta de Wellsie e, você está bem?
E o mais importante…
Por favor, me diga que não vai outra vez. Jamais. Necessito-te.
Em vez disso, ficou de pé e gesticulou:
Suponho que te deixarei para que descanse. Se precisar de algo…
—Estou bem.
OK. Sim. Bom…
John tirou uma prega de sua camiseta e se virou. Enquanto ia para a porta, não podia respirar.
OH, por favor, não permita que encontre com ninguém no caminho a meu quarto…
—John.
Deteve-se. Girou em redondo.
Quando se encontrou com o afligido olhar azul marinho de Tohr, John sentiu como se lhe estivessem desprendendo as rótulas dos joelhos.
Tohr fechou os olhos e abriu os braços.
John correu para a cama e se aferrou a seu pai com toda a força que tinha. Enterrou o rosto no que uma vez tinha sido um largo peito e escutou o coração que ainda pulsava dentro. Deles dois, ele era o que se aferrava mais forte, não porque ao Tohr não importasse, mas sim porque ele não tinha a força.
Ambos choraram até que não tiveram mais fôlego com o qual soluçar.

(Amante Consagrado, cap. 51- extraído do ebook)




O Irmão sorriu um pouco.
― Eu gostaria que seu pai estivesse aqui para ver isso.
John franziu a testa e rolou o anel ao redor de seu dedo, pensando sobre o quanto ele devia ao macho. Então, em um impulso rápido, ele ficou de pé... E abraçou forte o Irmão. Tohr pareceu momentaneamente surpreso, mas então, fortes braços responderam...
Quando John se desvencilhou, olhou diretamente para aqueles olhos.
 Ele está aqui, ele sinalizou. Meu pai está aqui comigo.

(Amante Meu - J. R. Ward - Irmandade da Adaga Negra 08)

 Adoro esses 2!!



Silvan e Dageus – O Highlander Negro - Karen Marie Moning - Série highlanders 05





"__Olha para mim, filho__ disse Silvan, a sua voz baixa implacável.
Dageus voltou-se lentamente, tendo o cuidado de não cruzar o olhar com o dele. Respirou pausadamente, uma vez após outra.
O pai estava de pé diante da lareira, as mãos enterradas nas pregas das suas vestes azul-cobalto. Á luz suava de dúzias de círios e candeeiros a óleo, o cabelo branco formava-lhe um halo em torno do rosto enrugado. Dageus conhecia a origem de cada ruga... Os vincos de cada lado da boca eram de sorrir ou fazer carrancas, jamais de chorar. Estóico de um raio, pensou Dageus de súbito. Ninguém chorava no Castelo Keltar. Ninguém sabia como... O seu PA jamais tombara do pedestal.
Sentiu um aperto nas entranhas. Silvan, quiçá, jamais tombara, mas ele certamente que sim. __Vá lá pa __disse firmemente.__ Enfureça-se comigo. Diga-me como o desiludi. Diga-me como não fui mais que um desapontamento. Recorde-me os meus juramentos. Expulse-me se desejar, pois nã tenho tempo a perder.
Silvan abanou a cabeça em vivo sinal de negação.
__Diga-me pa. Diga-me como o Drustan jamais teria feito tal coisa. Diga-me como...
__Desejas verdadeiramente que eu te diga que o teu irmão é menos homem que tu? __ interrompeu-o Silvan, numa voz baixa e cuidadosamente medida. __Tens necessidade de me ouvir dizer isso?
Dageus deixou de falar, boquiaberto. __O quê? __ sibilou. __O meu irmão não é  menos...
__Deste a tua vida pelo teu irmão, Dageus. E pedes ao teu pai que te condene por isso? __a voz de Silvan fraquejou ao dizê-lo.
Para completo horror de Dageus, o pai soçobrou. Curvou os ombros e o seu vulto esguio sacudiu-se. Subitamente os olhos reluziram-lhe de lágrimas.
Oh, Cristo. Dageus praguejou silenciosamente, mal se contendo ele próprio. Não se atrevia a chorar....
__julguei jamais voltar a ver-te.__As palavras de Silvan ecoaram vividamente na parede de pedra.
__Pa _disse rudemente__, grite comigo. Repreenda-me. Pelo amor de Cristo, berre comigo.
__Nã posso. __ As faces enrugadas de Silvan estavam molhadas de lágrimas. Contornou a mesa e agarrou-se a ele, abraçando-o ferozmente, dando-lhe palmadas nas costas.
E chorando.”



“__Filho__ disse silvan, numa voz baixa e urgente.
Dageus manteve-se de costas para ele. __Sim? __ disse tenso.
Fez-se uma longa pausa. __Se te pudesse acompanhar, acompanharia. Um pai deveria estar com o filho em alturas destas. __Engoliu audivelmente em seco. __Moço __ disse suavemente. __Dá o meu amor ao Drustan e á Gwen, mas sabe que carregas o grosso dele contigo. __ Outra pausa. __Bem sei que um pa nã deve  ter favoritos, mas... oh, Dageus, meu filho, sempre foste o meu.”




Zsadist e Nalla - Pai Meu - Guia para Entendidos - J.R. Ward


"Do quarto de bebês Nalla soltou um balbucio e logo um soluço. Seguido
por um choro.
—Acabei de alimentá-la e trocá-la —disse Bella afastando-se—. Não estou
certa do que se passa agora...
—Deixe-me ir até ela —disse com voz tensa—. Deixe-me ver se posso...
Bella arqueou as sobrancelhas, mas logo assentiu.
—OK. Ficarei aqui.
—Não a deixarei cair. Eu prometo.
—Sei que não deixará. Só tenha a certeza que você está segurando a
cabeça dela.
—Certo. Entendi.
Quando entrou no quarto de bebês, Z sentiu como se estivesse entrando
desarmado em um campo cheio de lessers.
Como se sentisse sua presença, Nalla soltou o ar com força.
—É seu papai. Pai. Papa. —Como ela o chamaria?
Aproximou-se e baixou o olhar para sua filha. Estava vestida com um
macacão dos Rede Sox, sem dúvida presente de V e/ou Butch, e seu lábio
inferior estava tremendo como se quisesse saltar da ponta do queixo mas
tivesse medo da queda.
—Por que está chorando, pequena? —disse suavemente.
Quando ela levantou os braços para ele, checou a porta. Bella não estava,
e se alegrou. Não queria que ninguém visse o quanto era desajeitado quando estendesse os braços para o berço e...
Nalla encaixava perfeitamente entre suas mãos, seu traseiro em uma das
palmas, a cabeça sustentada na outra. Quando se endireitou e a trouxe para cima, viu que era surpreendentemente firme e cálida e...
Ela agarrou a gola alta de sua blusa e se esticou para ele, exigindo
proximidade... e agradá-la parecia surpreendentemente fácil. Quando a
segurou contra seu peito, ela se acalmou imediatamente e virando-a, ajustou-a contra seu corpo.
Tê-la em seus braços foi algo muito natural. E também foi, dirigir-se para a cadeira de balanço, sentar-se e utilizar um de seus pés para ir para frente e para trás.
Olhando fixamente seus cílios, suas gordinhas e pequenas bochechas e o
aperto mortal sobre seu pescoço, ele simplesmente entendeu o quanto ela
precisava dele... e não só para protegê-la. Ela precisava dele para amá-la,
também.
—Parece que faz isso há muito tempo —disse Bella calmamente da porta.
Ele elevou o olhar.
—Ela parece que gosta de mim.
—Como ela poderia não gostar?
Baixou o olhar para sua filha e depois de um momento disse:
—Teria sido genial se tivessem sido removidas. As tatoos. Mas ela ainda
perguntaria sobre o meu rosto.
—Ela o amará de qualquer forma. Ela já o ama.
Passou o dedo indicador sobre o braço de Nalla, acariciando-a enquanto
ela se aconchegava mais perto de seu coração e jogava patty-cake no dorso de
sua mão livre.
(Pai Meu- Guia, ebook)


Rome Mathews e Missy- Coração Eterno – Linda Howard

"Rome se levantou e se descobriu parado no corredor.
Surpreso, percebeu que estava tremulo e gotas de suor lhe escorriam pela espinha. É apenas um bebe, disse a si mesmo.
Apenas um bebe.
Esticou a mão e girou a maçaneta da porta do quarto de Missy, mal conseguindo respirar com o peso que lhe oprimia o peito (...)

Rome engoliu em seco, aproximando-se lentamente do berço. Ela era tão pequena que o temperamento que exibia o tornava cômico. Uma menina... o que sabia sobre bebes femininos?
Tremulo escorregou a mão sob o corpo pequeno e a ergueu, surpreso ao perceber o quanto era leve. Missy berrou um pouco mais, mas o contato com aquelas mãos grandes lhe mostrou que não estava sozinha e após alguns soluços, a criança se acalmou.


A  pratica antiga voltou automaticamente. Rapidamente e sem olhar para a face da criança, Rome lhe trocou a fralda e estava quase colocando-a de volta ao berço, quando Missy emitiu um ruído suave e alegre. Rome estremeceu e quase a deixou cair. Fitou a face minúscula e congelou, mesmerizado, enquanto o bebe o encarava com inocente confiança e aceitação, fazendo-o quase gritar de dor.
Aquilo não era justo! Deus do céu! Não era justo. Evitara-a. Nunca a segurara no colo ou lhe fitara a face. Rejeitara a própria filha, mas nada daquilo parecera importar para ela. Simplesmente, olhava para o pai com natural aceitação e, em seguida, começou a tentar controlar o punho agitado por tempo suficiente para enfia-lo na boca faminta.
Olhar para a filha era como ver a si mesmo, imortalizado. Observou, fascinado, os cabelos negros e  os olhos quase negros. Os lábios eram iguais aos de Sarah, concluiu. Uma boca macia e delicada, mas o restante era a versão feminina dele. Aquela criança nascera das doces e amorosas horas que passara nos braços de Sarah. Uma parte dela e de si mesmo. Quisera a vida daquele bebe destruída antes mesmo de começar.

Um grito baixo e primitivo lhe escapou dos lábios. Rome a ergueu outra vez, aconchegando-a em seus braços e se ajoelhou. Em seguida, inclinando-se sobre a filha, chorou.
(...)
Rome se encontrava ajoelhado no chão com Missy em seus braço. Mantinha-a colada ao peito e os sons estrangulados e angustiantes saiam de sua garganta.”




"A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas.
Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado.
Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo,
mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio.
Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser,
sem os incovenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente.

E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma.
Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol.
E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem.
Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.


E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços,
quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta
ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções
se atropelam dentro dele. E ele sente que, à partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma.
E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho.
E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.

Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida,
um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante.
Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível.
E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.
Feliz dia dos Pais!"


(Autora: Letícia Thompson)


What makes a dad
God took a strength of a mountain
the majesty of a tree
the warmth of a quiet sea
the generous soul of nature
the comforting of arm of night
the wisdom of the ages
the power of the eagle's of flight
the joy of the morning in spring
the faith of the mustard seed
the patience of the eternity
the depth of a family need
Then God combined these qualities
When there was a nothing more to add
He knew His masterpiece was complete, 
And so He called it... Dad

Tradução: 
Oque faz um pai
Deus tomou uma força de uma montanha
a majestade de uma árvore
o calor de um mar calmo
a alma generosa da natureza
o conforto do braço da noite
a sabedoria das eras
o poder da águia do vôo
a alegria da manhã de primavera
a fé de uma semente de mostarda
a paciência da eternidade
a profundidade de uma necessidade família
Então, Deus combinou essas qualidades
Quando houve uma mais nada a adicionar
Ele sabia que Sua obra prima estava completa,
E assim Ele o chamou de ... pai
(autor desconhecido)



11 comentários:

  1. Que postagem linda Lexis, está de parabéns, emocionante mesmo. <3

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  2. Muito,muito linda a postagem Alexis...Tu ta querendo me fazer chorar hoje...Beijão.

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  3. Obrigada Keila e Mariusa.
    E eu chorei lendo cada um desses trechos nos livros.
    Bjus minhas meninas!

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  4. Affff me acabando aqui em lágrimas só vc mesmo
    lindo post parabéns !!!!!

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    1. Oi Gill
      Emociona mesmo né? E eu chorona de plantão que sou... nossa!!!
      Fico feliz que vc tenha gostado
      Bjus

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  5. Respostas
    1. P... eu adorei desencavar cada ceninha dessas.
      Bjus

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  6. Lindo amiga!!Parabéns!!Estou aqui todo chorosa!!

    Beijos!!

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    1. Eles nos emocionam né, amiga?
      E nós que amamos um livro então e amamos esses papis TDBzudos
      Bjus

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  7. Muito lindo, tudo que está escrito acima, me emocionei bastante, as imagens então falam mais que palavras. Como sempre um arraso de blog.

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Adorei a sua visita!!!
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